Se imaginarmos o pensamento racional como uma espécie de hotel, com as diferentes áreas do conhecimento ocupando as diversas suítes, a doutrina das Vidas Sucessivas não é simplesmente mais um aposento – ainda que uma suíte máster – mas um amplo corredor que dá passagem a cômodos superiores, algum dos quais filosóficos e científicos, outros voltados para uma espiritualidade profunda.Este livro funciona como uma espécie de chave para esse modo de pensar. Os cômodos mais aprazíveis para cada leitor, levando em conta suas curiosidades e circunstâncias, poderão ser vislumbrados aqui, em um percurso rápido e surpreendente.Esse peculiar hotel, de alicerces multisseculares, alterna áreas de penumbra e luz, de modo que é sugerido um percurso simultaneamente equidistante do absolutismo do método cartesiano e das tentadoras ofertas do bazar esotérico que hoje se apresenta aos mais incautos. Um percurso que, demonstrando que a consciência preexiste à formação do embrião e sobrevive ao colapso do corpo físico, permite-nos acessar uma espiritualidade saudável, que transcende o dogmatismo e a ritualística das religiões tradicionais.Marcel Citro, mestre e doutor em Direito, pesquisa o tema da reencarnação há duas décadas, e acompanha o leitor no percurso de ponta a ponta, concatenando as explorações externas da Ciência, as explorações internas da Filosofia e os livros mais esclarecedores – e convincentes – já escritos sobre o tema.Sobre o autorMarcel Citro é doutor e mestre em Direito pela UFRGS, professor e juiz federal. Autor de obras de ficção (Outonos de Fogo, Travessia, A Noite do Sáurio) e de livros jurídicos. Vencedor dos prêmios Açorianos de Criação Literária (2010) e Livro do Ano da Associação Gaúcha de Escritores (narrativa curta, 2012, e narrativa longa, 2013). Há mais de dez anos, vem se dedicando à pesquisa aprofundada do tema da reencarnação.Mais informaçõesMuito já se escreveu sobre a tríade de perguntas fundamentais que roubam nosso sonho há milênios. Textos de distintas épocas tentam responder “o que somos”, “para onde vamos” e “de onde viemos” sob diversas perspectivas e, por vezes, apresentam respostas que põe em xeque a visão pragmática da existência tão comum no mundo ocidental.Todas as respostas ofertadas são parciais – por não abarcarem a totalidade das questões ontológicas que levantam – e incompletas – porquanto, mesmo na fração abordada, a análise é temporária e provisória, sujeita ao escrutínio do tempo e aos avanços do pensamento. Ainda assim, sinalizam a atualidade do paradigma das Vidas Sucessivas como a solução mais eloquente para entrever tais questões.Este livro, sem superar a parcialidade e a incompletude inerente a essas questões, atualiza textos multisseculares, cotejando-os com as explorações externas da Ciência e o escrutínio interno da Filosofia, ecoando o profundo espanto de Schopenhauer com o enfrentamento da tríade na Europa, “o continente dominado pela incrível e limitada ideia de que a reencarnação não existe”.Sobre a capaA pintura utilizada na capa deste livro, intitulada De onde viemos? O que somos? Para onde vamos? (em francês: D'où venons-nous? Que sommes-nous? Où allons-nous?), do artista francês Paul Gauguin, foi realizada nos anos 1897–98, no Taiti. De propriedade do Museu de Belas Artes de Boston, nos Estados Unidos, é considerada a obra-prima de Gauguin e descrita pelo próprio artista como “um trabalho filosófico comparável aos temas dos Evangelhos”.
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