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Doze Ensaios Sobre O Ensaio

Cód: 9788583460497

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Autor: Pires, Paulo Roberto Ano: 2018 Páginas: 256 Idioma: Portugues ISBN: 9788583460497 Tipo: Brochura
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A coletânea organizada pelo editor da serrote, Paulo Roberto Pires, a antologia apresenta 12 reflexões sobre o ensaio com abordagens distintas, ora intimistas, ora históricas, divididas em cinco blocos temáticos: Conceitos, A Inglesa, Teoria, Latitudes e Variações.No eixo Conceitos, o livro apresenta ensaios do suíço Jean Starobinski (1920) e do americano John Jeremiah Sullivan (1974). Formado em psiquiatria e literatura, Starobinski investiga, em É possível definir o ensaio?, as etimologias e as origens do gênero, marcado pela tensão entre o geral e o particular. Já em Essai, essay, ensaio, Sullivan, autor do premiado livro Pulphead, explica por que se considera que os franceses inventaram o ensaio, e os ingleses, o ensaísmo. A seção seguinte, A Inglesa, começa com um texto da brasileira Lucia Miguel Pereira (19011959), Sobre os ensaístas ingleses, em que a autora defende que a Inglaterra foi o país onde o gênero melhor floresceu. Em seguida, o britânico William Hazlitt (17781830) reflete sobre a sua produção e a de seus contemporâneos, em Sobre os ensaístas de periódico, clássico publicado pela primeira vez em português na revista. No eixo Teoria, o leitor encontra dois textos de referência. Um dos grandes teóricos do marxismo, o húngaro György Lukács (18851971) comparece com Sobre a essência e a forma do ensaio. Já o filósofo alemão Max Bense (19101990) defende que o gênero é uma peça de realidade em prosa que não perde de vista a poesia, no texto O ensaio e sua prosa, que permaneceu, por mais de seis décadas, inédito no Brasil.A seção Latitudes traz três textos. Em Nossa América é um ensaio, o colombiano Germán Arciniegas (19001999) associa o gênero A história do continente e A descoberta do Novo Mundo, que abalou as certezas de até então. Em O ensaio literário no Brasil, Alexandre Eulalio (19321988) apresenta um panorama da recepção do gênero no país ao longo de 200 anos. A produção do próprio Eulalio é abordada no texto seguinte, Viagem A roda de uma dedicatória, assinado pelo editor da serrote, Paulo Roberto Pires (1967). A última seção, Variações, reúne três escritores contemporâneos. Em Retrato do ensaio como corpo de mulher, a americana Cynthia Ozick (1928) defende que um verdadeiro ensaio não serve a propósitos educativos, políticos ou sociopolíticos: é o movimento de uma mente livre quando brinca. Christy Wampole (1977), professora de Princeton, cria uma analogia entre a figura do ensaísta e a do DJ. Um dos principais nomes da literatura contemporânea, o argentino César Aira (1949) defende, em O ensaio e seu tema, que a escrita ensaística é o lugar de união de saberes distintos.
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