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O Limiar Das Fendas

Cód: 9786559003334

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Autor: Laurindo, Douglas Ano: 01ED/22 Páginas: 64 Idioma: Portugues ISBN: 9786559003334 Tipo: Brochura
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A poesia iconoclasta de Douglas Laurindo não propõe, simplesmente, a destruição das imagens sagradas da nossa cultura machista e heteronormativa. Sua operação é a da devoração criadora, com ressonâncias do sonho de Oswald de Andrade. Trata-se, porém, de uma antropofagia particular: devorar o interdito, o proibido, a normatividade e, nesse ato, devorar a si mesmo para recriar-se livre e potente, mesmo na interdição, entre as fendas: e como eu caminhasse/por aqueles pátios líquidos/de violência falada,/algo inesperado se via://a fenda é o espaço/estreito no qual o fio/morte e vida termina. O desejo nasce nas fendas — dos becos urbanos, do corpo — e manifesta-se despudoradamente na linguagem: varas que latejam A procura de preencher os buracos abertos pelos processos de subjetivação colonizadora de nossos corpos e mentes. Como Adília Lopes, Laurindo está ciente de que esse uso da linguagem constitui um jogo bastante perigoso e sabe também que é o único jogo possível, numa sociedade que, desde a infância, fode os corpos queers diariamente, porém lhes censura o direito de foder. Em O limiar das fendas, a violência erótica atinge novos significados, insuspeitos. A leitora destes poemas ouvirá, entre outras, ressonâncias de Adelaide Ivánova — ignorância deliberada dos níveis de fala e produção de imagens que expressam diretamente o que se quer dizer —, Mário de Andrade — o boi como metamorfose da cultura e da palavra — e Dorothea Tanning, de quem Douglas poderia perfeitamente roubar estas palavras: Por favor, esteja ciente de que irei vacinar o mundo com um desejo de espanto violento e perpétuo. Particularmente, este livro me fez lembrar Hélène Cixous: A literatura como tal é queer. Douglas Laurindo nos dá uma poesia em que as identidades se diluem: tudo é processo, produção e performance. Devore-a e seja por ela devorada. Eleazar Venancio Carrias
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