Voltar ao Topo

Frete Grátis compras acima de R$ 199 SP, MG

3% OFF toda loja via PIX consulte condições

Busca Carrinho

Veja outros produtos de Iluminuras

Passagem De Walter Benjamin

Cód: 9786555190441

Disponibilidade Envio Imediato
Autor: Missac, Pierre Ano: 2020 Páginas: 208 Idioma: Portugues ISBN: 9786555190441 Tipo: Brochura
R$ 95,06 no PIX
ou R$ 98,00 1x de R$ 98,00 nos cartões

CALCULAR FRETE CALCULAR FRETE

Devolução Fácil Se você se arrependeu e não usou o produto, pode devolver em até 7 dias.

Pronta Entrega + Frete Grátis Produto a pronta entrega, com despacho em até 24h após a aprovação do pagamento. Enviamos para todo Brasil, com frete grátis nas compras acima de R$ 299 SP, RJ, MG, PR!

Garantia de Entrega Todos os nossos produtos possuem garantia total de entrega ou seu dinheiro de volta.

Passagem De Walter Benjamin

Missac, Pierre

Pierre Missac não apenas conheceu — por intermédio de Georges Bataille — Walter Benjamin na Paris dos fatídicos anos finais da década de trinta, mas também, assim como outros dois eminentes amigos de Benjamin, Gershom Scholem e Theodor Adorno, dedicou-se no pós-guerra à tarefa urgente de publicar as obras daquele genial filósofo, crítico e ensaísta. Além de auxiliar da publicação das suas Obras completas ele também redigiu ensaios sobre o seu amigo e um único livro — publicação póstuma que faz parte do seleto círculo das melhores obras que já foram dedicadas ao pensamento de Benjamin. Esta obra tem como uma das suas grandes qualidades o equilíbrio delicado entre o rigor filológico e a tendência para o ensaio guiado pela livre-associação. Reconhece-se tradicionalmente em Missac a capacidade de levar os seus leitores ao cerne das principais questões que a obra de Benjamin encerra. Como não poderia deixar de ser, a filosofia da história, a saber, a tentativa benjaminiana de descrever uma nova forma da temporalidade que seria mais adequada ao mundo da Modernidade, constitui o leitmotiv do presente ensaio. Ele é desdobrado com maestria em outros subtemas. Missac faz com que o leitor descubra essa filosofia da história em todo o corpus benjaminiano; assim, a própria escrita de Benjamin expressaria a tentativa de fundar uma nova temporalidade vinculada ao ato de expressão, na qual o presente, ou seja, o efêmero agora, tem um peso que poucos autores tinham lhe atribuído até então. Essa escrita que incorpora o agora como seu princípio estruturador é uma escrita que se apresenta na forma do aforismo, de fragmentos, de ruínas. Mais ainda: Benjamin, como Missac demonstra, através do gestus da sua escrita do desastre, deixa para trás toda uma tradição da filosofia e da historiografia fundada no registro da mímesis e da representação. Em vez da crença na divisão estanque entre o passado (que deveria ser documentado) e um presente puro, marcado pela atividade de um indivíduo totalmente presente a si mesmo, Benjamin explode tanto a noção de linearidade temporal como também o modo de escrita tradicional que estava ligado umbilicalmente a esse modelo. Missac foi o primeiro a notar com profundidade a enorme dívida dessa escrita de Benjamin para com o cinema. Ele afirma de modo ao mesmo tempo ousado e correto: o cinema é a realização performática da dialética. Essa arte é a arte por excelência da fragmentação, do corte, da interrupção, da reviravolta — em uma palavra: da catástrofe. Pierre Missac tem cnciais mais do que suficientes para não se “limitar” a ser um dos maiores e mais seguros comentadores de Benjamin. Não contente com esse fato, ele parte, sobretudo nos dois últimos capítulos, para um desdobramento e para uma “adaptação aos tempos pós-modernos” de algumas ideias seminais de Benjamin, sobretudo com relação à arquitetura. O leitor descobre, entre muitos outros insights memoráveis, por que o átrio deve ser visto como o herdeiro das passagens do século XIX. O autor descreve ainda o flaneur pós-moderno entre os lobbies dos aeroportos e os átrios dos hotéis e museus do mundo — espaços estes que ambiguamente exploram a dialética entre o interior e o exterior —, discutindo com autoridade as concepções de teóricos da arquitetura mais recentes, que ele confronta com a teoria benjaminiana da “boa barbárie”. Márcio Seligmann-Silva

Livro recomendado para literatura, leitura, conhecimento, educação, aprendizado, cultura e desenvolvimento pessoal.

Livro que combina informação, entretenimento e aprendizado.

Informações Adicionais
Dimensoes 15

Avaliar este Produto

Nota: HTML não suportado.


WhatsApp