Veja outros produtos de Kotter Editorial
Prisão Dourada
Cód: 9786586526479
ou R$ 44,70 1x de R$ 44,70 nos cartões
Restam poucas unidades deste item em estoque!
CALCULAR FRETE
Devolução Fácil Se você se arrependeu e não usou o produto, pode devolver em até 7 dias.
Pronta Entrega + Frete Grátis Produto a pronta entrega, com despacho em até 24h após a aprovação do pagamento. Enviamos para todo Brasil, com frete grátis nas compras acima de R$ 299 SP, RJ, MG, PR!
Garantia de Entrega Todos os nossos produtos possuem garantia total de entrega ou seu dinheiro de volta.
Prisao Dourada
Lavrador Ana
CARTOGRAFIA DA ESTRANHEZA, NO ROTEIRO DE LIBERTAÇÃO,Regina Correia * Submetidos ao jugo inusitado do confinamento, em tempo plúmbeo de pandemia, por razão de um microscópico ainda-meio-desconhecido vírus, surge-nos, nítida, ao ouvido, a voz inspiradora de Mia Couto (in O outro Pé da Sereia), como alavanca vital do sonho: A prisão é um lugar onde se dorme muito e o sonho substitui o viver. É a única coisa que o sistema não pode encarcerar: os sonhos. É nesse andamento de rio (quase) profético de destruição do entorpecimento, que Ana Lavrador vai construindo e encenando um diário da prisão, em versos dialogantes com a realidade circundante, numa cartografia do corpo físico e anímico da cidade e da casa, agora nicho possível de universo (p.), e com o eco dos sonhos onde, ousadamente, porque convicta, espreita e avança a Liberdade. Em sua lavra poética lúcida, inspirada, comprometida, acompanhamos Ana Lavrador, num tempo suspenso (p. ) das criaturas e das coisas, como consciência de asfixia abrupta feita de silêncio, de medos, enraizada na estranheza e no vazio material e psicológico, em modo de fatalidade. Simultaneamente, vislumbramos, em cada sinal do inventário do desconforto, a luz que ensina o itinerário do resgate colectivo e individual, em regozijo ecológico do abrandamento da mão humana sobre o mundo, dando berço ao sentimento paradoxal de saudade futura dos tempos da quarentena. Assume-se, enfim, pela arte, o vértice de uma certa catarse psicanalítica da noção de culpa, de pecado capital, de estampa da morte. E os dias sem nome (p.) regressarão ao calendário solar dos eleitos que têm na palavra arma, e na poesia forma de resistência (p.). * Não segue a grafia do Novo Acordo Ortográfico de 1990.
Livro recomendado para literatura, leitura, conhecimento, educação, aprendizado, cultura e desenvolvimento pessoal.
Livro que combina informação, entretenimento e aprendizado.
| Informações Adicionais | |
| Dimensoes | 16x23x2 |












