Voltar ao Topo

Frete Grátis compras acima de R$ 299 SP, RJ, MG, PR

3% OFF toda loja via PIX consulte condições

Busca Carrinho

Veja outros produtos de Editora Reformatorio

Talagarca

Cód: 9786588091340

Disponibilidade Envio Imediato
Autor: Pio, Humberto Ano: 2021 Páginas: 112 Idioma: Portugues ISBN: 9786588091340 Tipo: Brochura
R$ 54,32 no PIX
ou R$ 56,00 1x de R$ 56,00 nos cartões

Restam poucas unidades deste item em estoque!

CALCULAR FRETE CALCULAR FRETE

Devolução Fácil Se você se arrependeu e não usou o produto, pode devolver em até 7 dias.

Pronta Entrega + Frete Grátis Produto a pronta entrega, com despacho em até 24h após a aprovação do pagamento. Enviamos para todo Brasil, com frete grátis nas compras acima de R$ 299 SP, RJ, MG, PR!

Garantia de Entrega Todos os nossos produtos possuem garantia total de entrega ou seu dinheiro de volta.

O aparecimento de Talagarça de Humberto Pio é, desde o título, um acontecimento que justifica esse esforço em favor da poética da linguagem. Por um instante, nossa mente revolve o idioma que aprendemos a imitar desde muito cedo, faz aproximações, analogias, suposições, hipóteses e o título permanece ali como um vocábulo sem significado aparente. Essa sensação entre a incompreensão e a ignorância serve como alerta: a língua vai muito além desse conjunto de palavras corriqueiras que usamos no modo automático, aliás, ela não se resume A tarefa de comunicar o trivial ou o irrelevante. Há quem parta do princípio de que o poema é uma mimese da fala, sobretudo na sua função de externar os pensamentos de alguém. É justo que se pense assim, e que o poema seja uma expressão bem-acabada e altamente elaborada da estrutura do idioma, a partir de figuras, ritmos, coesão, enfim, elementos e fórmulas que juntas propiciam uma relação sensível entre o que o poeta diz e o que efetivamente chega ao leitor. Não estão errados, mas a poesia pode ir muito além, pois o próprio pensamento não se limita As convenções da língua que desde cedo nos condicionamos a repetir e a reproduzir em diversos usos da rotina da comunicação. Mas não custa lembrar uma passagem conhecida de Maiakóvski no seu Como fazer versos: insisto muito na seguinte observação: eu não forneço nenhuma regra para que uma pessoa se torne poeta, para que escreva versos. E, em geral, tais regras não existem. Damos o nome de poeta justamente A pessoa que cria essas regras poéticas. Organizar ideias, memórias, sensações e experiências sem passar necessariamente pelas orações e estruturas sintáticas é um dos muitos desafios que identificamos em Talagarça, uma organização que exige um controle da linguagem que explora as muitas possibilidades do uso da palavra, pois é no uso dela (e de seus componentes, os fonemas, as tipologias, sua disposição na página) que reside sua materialidade. Citado Maiakóvski, não é necessário agora citar Mallarmé, que já está mais que evidente. Pela alegoria de Talagarça reaproximamos o corpo e a experiência urbana, algo que a própria língua já havia há muito conectado, carne e cidade, dois tecidos, dois suportes sobre os quais construímos a história. Bordar, bordamos todos, já cardar toda essa lã grosseira e emaranhada que é a realidade, bem, quem sabe este seja um encargo um tanto mais restrito, não exclusivo dos poetas, diga-se, mas seguramente eles estão entre os que nos dão a possibilidade de encontrar um fio que possa ser seguido. Paulo Ferraz
Informações Adicionais
Dimensoes 21x21

Avaliar este Produto

Nota: HTML não suportado.


WhatsApp