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O Trabalho E O Direito Do Trabalho Na Cultura Pop
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O Trabalho E O Direito Do Trabalho Na Cultura Pop
Cabral, Angelo ; Feliciano, Guilherme G.
ApresentaçãoHá três quartos de século ou exatamente um século, se considerarmos o ano de fundação do Institut für Sozialforschung alemão (1923), começávamos a compreender que, se o racionalismo liberal afrouxou as rédeas históricas do dogmatismo religioso e das superstições populares - curiosamente (rectius: tragicamente) resgatadas, na terceira década do século XXI, com o verniz liberal da "liberdade de expressão" e a autoridade política das lideranças antissistêmicas(1). também criou um novo tipo de dominação, primeiramente sobre a natureza (a partir do ethos utilitário da indústria) e depois sobre o ser humano (a partir da subordinação dos individuos às necessidades técnicas e da captação cultural das respectivas subjetividades). A ciência, nessa vereda, deixou de ser instrumento de emancipação para se transformar em um meio de dominação (o que, a propósito, conecta-se diretamente com o primeiro capítulo desta coletânea, sobre "Milton: ciência, dominação e estranhamento nos reinos do Direito do Trabalho), ao tempo em que a ética foi ofuscada e o ser/estar em sociedade passou a ganhar significado e valor na ordem direta do que se pode consumir: bens de fruição, bens de acumulação, bens de reprodução e, no derradeiro liminar, bens culturais e espirituais. Daí porque, diz Adorno, cultura e arte adquirem uma diversa estatura no modo capitalista de produção: tornam-se o produto de uma industria cultural, oportunizando o controle das consciências pelo emprego de meios como o rádio, a imprensa, o cinema e, de um modo geral, todas as espécies de mídia (com especial relevo, nesses nossos toscos tempos, para a digital). Nessa nova configuração, nem a arte possui autonomia, nem os individuos possuem liberdade de escolha: "a liberdade de escolha [...] reflete sempre a coerção econômica, [...]] como a liberdade de escolher sempre a mesma coisa" (ADORNO, HORKHEIMER, 1991, p. 156). Moldar impetos, vontades e sentidos subjetivos: eis a finalidade da cultura de massas.
Livro recomendado para literatura, leitura, conhecimento, educação, aprendizado, cultura e desenvolvimento pessoal.
Uma leitura indispensável para quem busca conhecimento de qualidade.
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