Aquele Que Não Me Acompanhava
Aquele Que Nao Me Acompanhava
Blanchot, Maurice
É um livro onde tudo vacila, hesita, no qual os personagens esmaecem ao ponto de se tornarem singularidades linguísticas – um eu mínimo, um ele, um alguém ou aquele, apenas – desencadeando um processo que age diretamente sobre o estatuto da literatura como, correlativamente, sobre as instâncias mais básicas e estruturadoras de qualquer discurso que tente mobilizar uma forma de poder. Com isso em mente, como penetrar no mistério dessa estranha convivência, dessa perturbadora coabitação entre o narrador e seu companheiro que não o acompanha?Maurice Blanchot, um dos mais instigantes escritores e pensadores da literatura contemporânea, pública Aquele que não me acompanhava em 1953 em sua segunda e última grande fase ficcional. Neste período a expressão literária de Blanchot se radicaliza, torna-se mais experimental e coloca A prova as possibilidades expressivas do esvaziamento potencial das figuras estruturantes da própria ideia de literatura. Este é o maior desafio e a razão do estranho deslumbramento do leitor em contato com uma narrativa cujos acontecimentos internos foram reduzidos ao mínimo, As banalidades dos menores e mais óbvios gestos cotidianos e que, mesmo assim, desvelam aquilo ou aquele que ainda não tem nome.
Livro recomendado para literatura, leitura, conhecimento, educação, aprendizado, cultura e desenvolvimento pessoal.
Conteúdo elaborado para agregar valor ao desenvolvimento pessoal.
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