Os Caminhos E O Rio
Os Caminhos E O Rio
Medeiros, Sergio
Neste livro a escrita real é imaginária. O traço sancionado e o traço fantasioso se misturam e fluem juntos. Esses traços são o poema, que é feito, assim, de muitos poemas reais e imaginários. Atribui-se o poema ora impresso ao Jardineiro Doudo, cuja obra é atravessada por um ou vários rios: o rio Apa, o rio Sena etc. Guillaume Apollinaire, um típico francês imaginário nascido em Roma com outro nome, sonhava colorir os seus famosos caligramas aqui, todos (ou quase todos) os caligramas estão doudamente coloridos. Esses caligramas sugerem (de perto e de longe) um curso de água que se perpetua e se diversifica As vezes, a água é atravessada por pontes. As florestas e as cidades acompanham o rio, e alguns caminhos o cruzam... Com as suas canções furiosas e os seus cartazes festivos, o povo doudo percorre esses caminhos... Nessas canções e nesses cartazes desliza a arte imaginariamente real do Jardineiro Doudo, ou Dodo, como o chamam os ingleses, numa tradução do nome doudo, português legítimo, para o seu idioma. Por isso o doudo real protesta quando os brasileiros o tratam equivocadamente de Dodô ou Dodó. Sérgio Medeiros
Livro recomendado para literatura, leitura, conhecimento, educação, aprendizado, cultura e desenvolvimento pessoal.
Uma escolha ideal para quem deseja aprender e evoluir continuamente.
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