Chuva Oblíqua
Chuva Oblíqua
Laet, Bruno
Em um mundo onde tudo parece vivo e nada parece impossível, os espíritos padecem de anomia sentimental, suas vidas entrelaçadas e atravessadas por uma energia e beleza para as quais não encontrarão finalidade. Aqui nada é sagrado — o estado, o amor ou a gravidade — e menos ainda profano. Debaixo da Chuva oblíqua, os seres humanos e, por fim, a própria realidade se cansam e cedem perante o imaginário, a consciência e os símbolos. Aqui é uma terra saturada de melancolia e afetos, fértil para quem aspira à morte, onde a cumplicidade habita a mentira e a afeição move o carrasco. Agora que o passado esmaeceu e o futuro é impossível (ainda que se confundam), melhor é esquecer os dois. Aqui a virtude é ter o que responder ao presente.
Indicado para leitores que buscam conhecimento e reflexão.
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