Deixei Ele La E Vim
Deixei Ele La E Vim
Vigna, Elvira
Uma morte, que todos sabem ter sido criminosa e todos dizem ter sido acidental, não muda a vida de quem matou ou apenas assistiu, nem a de quem adivinha o que houve mas prefere fingir que nada sabe. O que muda, na verdade, é uma noção estabelecida sobre narrativas ficcionais e sobre o papel de narradores, leitores e escritores. Como receber as informações de alguém que avisa que mente, sobre fatos cujo desfecho é preciso intuir? Não existe fronteira clara entre coisa inventada e a concretude de dados. Ou entre narrativa e descrição do ato de narrar: o narrador conta uma história em tempo real, enquanto, no computador, a escreve. O leitor já não se enquadra na definição de receptor passivo de uma linguagem, é também participante ativo de um evento, ao decidir em quem ou em que deve acreditar. O cenário é a subida do Vidigal. Das ruas e locais da favela, citados no romance, aos trajetos e preços da Kombi comunitária do nome das professoras que davam aulas na escola Almirante Tamandaré na época da infância da personagem Meire A história do morro narrada para os turistas, é tudo verdade. Há outras verdades, a serem descobertas pelo leitor.
Livro recomendado para literatura, leitura, conhecimento, educação, aprendizado, cultura e desenvolvimento pessoal.
Uma obra que desperta interesse e novas perspectivas sobre o tema.
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