A Despedida De Fernando Pessoa
A Despedida De Fernando Pessoa
Antonio Chibante
Fernando Pessoa, dentro da sua pluralidade, tornou-se único singular. Era todos e tudo disfarçados num só. Assim sendo, o que importa é o tipo de pessoa que ele era e não o número de pessoas que ele foi. Para tanto era preciso - além de navegar - perceber, ao sentir, o que a maior parte das pessoas sente e não percebe. Cada dia foi, para Pessoa, um sofrimento anunciado um adeus sem cais uma lágrima sem direito aos olhos. Por isso, chorava para dentro por isso, foi preciso criar uma plateia de heterônimos que lhe secasse as lágrimas por isso, como qualquer ser humano, foi preciso morrer só que de todas as maneiras. Seus gritos eram as palavras seus soluços, as noites sua vida, o ter que assim ser: desassossegado. Seu estilo era viver de sonhos e morrer nos sonhos, sua natureza. A despedida de Fernando Pessoa envolve uma composição ficcional abordando sua morte e o adeus. No seu desdobramento houve sempre a preocupação de mostrá-lo conforme suas biografias bem o relatam e de acrescentar, de um modo mais particular, a dor de Fernando Pessoa dor essa que o imortalizou! No decorrer do livro sua vida é retratada, sutilmente, conforme de fato transcorreu, de modo que o leitor não só se familiarizará com ela, mas, em especial, com seu estilo. Morrer e despedir-se depois deve ter passado pela sua cabeça, porque só os que nunca morrem é que podem dominar o tempo. Assim, o fez Pessoa. A despedida de Fernando Pessoa é um convite ao leitor a viajar com o grande poeta até Antares, atravessando e sentindo, com ele, um universo maior muito maior do que o nosso, até por que "Sentir sinta quem lê!"
Livro recomendado para literatura, leitura, conhecimento, educação, aprendizado, cultura e desenvolvimento pessoal.
Título que se destaca pela riqueza de informações apresentadas.
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