Debris Flow Na Serra Do Mar
Debris Flow Na Serra Do Mar
Cunha, Marcio Angelieri Paula, Marcos Saito De
Em 18 de março de 1967, uma grande tragédia se abateu sobre a cidade de Caraguatatuba: milhares de deslizamentos e fluxos de detritos nas encostas da Serra do Mar. Registros oficiais contam 436 vidas perdidas, mas há estimativas que mencionam muito mais, além da perda de várias residências e a insalubridade do município após o ocorrido. De uns anos para cá, fortes chuvas causaram mais deslizamentos de terra na região, embora nada parecido com a magnitude do evento de 1967. Mesmo assim, essas novas ocorrências assustaram a população de Caraguatatuba, sobretudo os sobreviventes da tragédia de décadas atrás. Com isso em vista, verificou-se a necessidade de disseminar a cultura de conscientização e prevenção de riscos associados a eventos da natureza. Ainda que sejam eventos naturais, de difícil previsibilidade, é possível extrair conhecimentos técnicos para reduzir impactos na população que vive sob constante ameaça desse tipo de fenômeno. Nesse contexto, os autores de Debris flow na Serra do Mar assumiram o desafio de reunir informações sobre a tragédia de 1967, relacionadas a geologia, geotecnia, clima, vegetação arbórea da serra, datações em amostras de madeira coletadas em sondagens profundas, sismologia e áreas de risco, e até mesmo relatos de pessoas que presenciaram o evento. Abordando desde os conceitos mais básicos sobre corrida de detritos até as características da Serra do Mar que podem ter contribuído para esse cenário, a obra se debruça nas conclusões tiradas do evento no passado para, então, especular a possibilidade de ocorrência de debris flow no futuro, apontando as decisões tomadas para evitar grandes impactos e proteger a população.
Livro recomendado para literatura, leitura, conhecimento, educação, aprendizado, cultura e desenvolvimento pessoal.
Conteúdo elaborado para agregar valor ao desenvolvimento pessoal.
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