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A Invenção Da Modernidade Literaria

Cód: 9788573215748
Autor: Medeiros, Constantino Luiz De
Editora: Iluminuras
Disponibilidade: Em Estoque
Informações técnicas
Páginas 208
ISBN9788573215748
Ano2021
TipoBrochura
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A Invencao Da Modernidade Literaria

Medeiros, Constantino Luiz De

Friedrich Schlegel e o romantismo alemão O arquétipo da humanidade nos degraus mais elevados da formação antiga é a única base possível de toda a formação moderna. Assim lemos no texto de 1795, Do valor do estudo dos gregos e romanos, de autoria de Friedrich Schlegel. Nesse momento ainda estava sendo gestada a grande ruptura que logo aconteceria. Foi superando essa relação de profundo respeito e de idealização pelo passado clássico que esse poeta e teórico da poesia, ao lado de seu irmão August Schlegel e de Novalis, vieram a fundar a nossa modernidade literária e artística. O chamado Primeiro Romantismo Alemão foi um movimento que gestou a nossa autoimagem, e está na origem de questões e debates que nos atingem até hoje. O romantismo foi um movimento de ruptura profundo, vertiginoso, quando, após a Revolução Francesa, ficou claro que, para nos formarmos, em vez de olhar para o modelo passado, deveríamos olhar para o futuro. O mundo ficou de ponta-cabeça. Mas essa virada não foi tão simples, e a importância desta obra de Constantino Luz de Medeiros consiste em justamente ajudar a entender esse momento de convulsão e de fundação. Ele nos mostra como no cerne dessa mensagem do Primeiro Romantismo está não a resposta conservadora A perda de chão que foi a Revolução, mas sim o seu aprofundamento e desdobramento. Incorporar a Revolução significava pensar o Eu como processo, eterno movimento de construção e desconstrução. Daí a importância atribuída por esses pensadores ao campo artístico (como máquina de criar e demolir mitos) daí a importância dada a eles ao Witz (o chiste), que, na contramão do juízo valorizado por Kant, rompe com a cadeia de pensamento lógico dedutivo e cria a partir do caos daí também a valorização da Verstellung (dissimulação), da ironia, do fragmento e da tradução. Pela primeira vez a tradução é tratada como um verdadeiro gênero do discurso, que, por ser uma imitação que necessariamente desvia, pode ser usada para por em questão a concepção estanque das identidades. August W. Schlegel deu um acabamento delicioso a essa valorização desconstrutora do que normalmente é visto como sendo secundário no fragmento 110 da revista Athenäum: É um gosto sublime sempre preferir as coisas A segunda potência. Por exemplo, cópias de imitações, julgamentos de resenhas, adendos a acréscimos, comentários a notas. Não seria ousado ver nessas ideias e nesses pensadores o germe da nossa antropofagia modernista, irônica, devoradora e apropriadora do outro como meio de (des)construção do próprio, como demonstra esse passeio pelo mundo oscilante do Primeiro Romantismo que Constantino nos descortina aqui com rigor e segurança. Márcio Seligmann-Silva

Livro recomendado para literatura, leitura, conhecimento, educação, aprendizado, cultura e desenvolvimento pessoal.

Conteúdo elaborado para agregar valor ao desenvolvimento pessoal.

Autor Medeiros, Constantino Luiz De
Editora Iluminuras
Idioma Portugues
ISBN 9788573215748
Páginas 208
Ano de publicação 2021
Tipo de capa Brochura
Peso 0,8 kg
Dimensões 16 x 23 cm
Formato Impressão
Categoria Ficção
Código do Produto 132089

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