Indrisos E Sonetos
Indrisos E Sonetos
Barbabianca Luca
Luca Barbabianca demonstra um domínio invejável ao utilizar a forma fixa. Seus decassílabos são rigorosos, porém em momento algum enfadonhos. Muitos poemas nos remetem a Pessoa, Drummond, Murilo Mendes e claro, Glauco Mattoso, mestre do soneto. Sonetos de Augusto dos Anjos, Vinícius de Morais e Paulo Bomfim (a quem, inclusive, Barbabianca rende homenagem), me parecem fonte de leitura e de consulta para a artesania de sua poética. A escolha das formas fixas (sonetos e indrisos), por sua característica formal um tanto hermética, valoriza a melopeia. Destacaria seus sonetos Arrepio, com um falso flerte com a lírica amorosa Avatar, no qual predomina uma preocupação existencial Soneto da aporia (um dos melhores desta coletânea), traz questionamentos sobre as incongruências do indivíduo contemporâneo Sonho libertário, o qual flerta com a vertente social, porém sem ser panfletário Soneto herético (me lembrou um pouco Drummond, um pouco José Chagas), é uma espécie de provocação nada velada A instituição religiosa O último riso da vileza, em que sua verve irônica atinge em cheio quem o ler (até o leitor um tanto desatento). Se o leitor e a leitora nunca ouviram falar em indrisos, não percam tempo! O volume que têm em mãos é uma pérola. Deleitem-se! Daniel Osiecki, editor
Livro recomendado para literatura, leitura, conhecimento, educação, aprendizado, cultura e desenvolvimento pessoal.
Conteúdo elaborado para agregar valor ao desenvolvimento pessoal.
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