Metástases Solares
Cód: 9788571055162
Disponibilidade: Em Estoque
Informações técnicas
Páginas
92
ISBN9788571055162
Ano01Ed/26
TipoBrochura
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Metástase: O Que Muda De Lugar, Um Contínuo Deslocamento. Aqui, O Singular Não Dá Conta — As Mudanças São Tantas E Tão Profundas Que Se Anunciam No Plural. A Obra Metástases Solares, De Irlim Corrêa Lima Jr., Faz O Leitor Acompanhar O Borbulhar De Células De Um Verso A Outro Formando Três Capítulos Que, No Fim Das Contas, Se Mesclam E Prolongam Raízes.No Capítulo “Desvãos”, O Poema Que Abre O Livro Convoca Uma Imagem Solar, Com O Olhar Da Infância Que Precisa Experimentar E Se Deslocar Pela Casa — E Por Si Mesma — Testando O Que É O Mundo E Tomando Decisões: “E Já Crescer É Escolher/ Ser Ilha Ou Restinga”. O Sol Apresentado Nos Primeiros Versos Se Desconfigura E Somos Convidados A Assistir Ao Espalhamento De Sombras, Que, Ao Longo Da Obra, Pode Ser Expressão Sinônima Disso A Que Chamamos Viver. Cenas Do Universo Infantil Aparecem Em Diferentes Momentos: Pular Amarelinha, Desenhar, Cortar, Colar, Inventar Palavras… Todas Distribuídas Em Imagens Feitas Para Nos Desconcertarem, E Nos Conduzindo A Versos Como “Qual A Porcentagem De Feto Resta Comigo?”. Aqui O Que Há É Carne E Uma Não Beleza De Sermos Algo “Nem Nascido Nem Abortado”.No Capítulo “Desvios”, Somos Mais Direcionados Ao Lado Externo Da Criança-Casa. A Manualidade, Os Toques, As Experiências Primeiras Aparecem Agora Como Simulação E Tentativa Mais Profunda De Entender O Lidar Com O Outro. Encaramos Esboço, Rabisco, Tentativa De Ser — “(…) Existo/ Como Entressafra, Rascunho A Pele” — Enquanto Olhamos Tudo O Que É Diferente De Si Mesmo Seja Pelo Mundo Carnal Ou Virtual: “Se O Metrô Não Faltasse… Mas E Trem?/ Muvuca, Comércio, Gritaria, Ali O Corpo/ Existe Demais. Oxigênio Das Telas/ Some Com A Atmosfera Da Carne”. Os Desvios Não Se Fazem Por Caminhos Fantásticos, Mas Pelos Buracos Do Cotidiano Em Que O Indivíduo, Ao Cair, Tenta Se Situar, Descobrindo-Se Sempre Como Areia Em Ampulheta Que Gira Sem Parar.Essas Fendas Compõem A Última Parte Do Livro, “Deságios”. Talvez A Perda De Valor Percebida/Vivida Pela Criança Dos Versos Esteja Atrelada Às Redes. Se Antes, Rede Era Aconchego De Casa E Mais Um Item De Pertencimento Ao Espaço, Hoje É “Dispersão/ O Crânio Grudado Na Tela”. As Telas E Tudo A Que Chamamos “Sistema” Se Amalgamam À Pessoa E Nos Fazem Perguntar, Talvez Ainda Curiosas Como Quando Crianças, O Que É Ser Humano? Ao Fim Do Livro E Em Deslocamento Que Não Cessa, Resta A Pergunta: “Era Eu Um Trajeto. Hospital, Igreja, Banco./ E A Casa Desacoplando Do Umbigo,/ Pra Onde Foram As Pessoas?”.
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