O Mundo Que A Mãe Sabia
Cód: 9786586420173
Disponibilidade: Em Estoque
Informações técnicas
Páginas
184
ISBN9786586420173
Ano01Ed/26
TipoBrochura
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Este Corajoso Ensaio Não Pretende Reconstruir A Mãe, Tampouco Nos Interessa Qual É O Arquétipo Do Feminino. No Lugar, O Autor Pergunta: O Que Significa Ter Organizado A Psique Inteira Sobre Um Apagamento Do Feminino Como Origem? E, Neste Percurso, Percorre Três Movimentos:A Primeira Seção Mostra Como O Apagamento Simbólico Do Feminino Como Origem: Como O Corpo, O Ventre, O Leite, O Sangue E A Linguagem Amorosa Foram Sendo Lentamente Destituídos De Sua Função Fundadora E Convertidos Em Matéria Muda, Função Biológica Ou Metáfora Inferior. Trata-Se De Refazer Uma Genealogia De Apagamentos, Em Que A Substituição Do Ventre Pelo Logos, Da Relação Pela Norma E Da Presença Pela Função Não É Um Acidente Da História, Mas Uma Operação Ontológica E Epistêmica Que Reorganizou O Próprio Conceito De Mundo.Na Segunda Seção Segue Os Rastros Daquelas Que Nunca Aceitaram Essa Captura Simbólica. Medeia, Clitemnestra E Antígona Constituem Uma Matriz Simbólica De Recusa; A Bruxa, A Louca E A Libertina, Por Sua Vez, Compõem Uma Tríade Histórica. Todas Essas Personagens Também São Figurações Conceituais. Cada Uma Delas Rompe, À Sua Maneira, Com Os Contratos Simbólicos Que Tentaram Nomear O Feminino Como Ausência, Como Cuidado Compulsório, Sacrifício Ou Função. Não São Arquétipos Da Diferença. São Ruínas Vivas De Uma Ordem Que Falha. São Figuras Que Rasgam O Pacto Civilizatório Que Subordinou O Corpo Feminino À Função De Sustentação Do Mundo Dos Outros.E Na Terceira Seção Se Volta Para O Próprio Campo Junguiano. A Ideia É Percorrê-Lo Através De Suas Fraturas, Em Vez De Renegá-Lo Ou Restaurá-Lo. Aqui, Perguntamos Como A Psicologia Analítica – Que Tanto Celebrou O Feminino Como Imagem – Também O Congelou Como Função Simbólica, Essência Metafísica Ou Metáfora Da Alteridade. Se O Arquétipo Da Grande Mãe Serviu Tanto Para Honrar Quanto Para Capturar, Agora É Preciso Perguntar: O Que Sobra Quando O Arquétipo Colapsa? Que Clínica, Que Linguagem, Que Mundo Se Tornam Possíveis Quando A Mulher Deixa De Ser Metáfora E Volta A Ser Sujeito, Linhagem E Diferença Encarnada?
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