Voltar ao Topo

Frete Grátis compras acima de R$ 390 SP, MG

3% OFF toda loja via PIX consulte condições

Busca Carrinho

Serrote - Vol.39

Cód: 9788560168859
Autor: Pires, Paulo Roberto Freitas, Guilherm
Editora: Ims Editora
Disponibilidade: Em Estoque
Informações técnicas
Páginas 224
ISBN9788560168859
Ano2021
TipoBrochura
R$ 48,50 no PIX
ou R$ 48,50
em até 1x de R$ 48,50 sem juros

CALCULAR FRETE CALCULAR FRETE

Serrote - Vol.39

Pires, Paulo Roberto Freitas, Guilherm

A 39ª edição da serrote, revista de ensaios do Instituto Moreira Salles, traz textos sobre temas atuais, como o negacionismo científico, o genocídio indígena e os efeitos do racismo na representação das mulheres negras. Em Vacina: história, ciência e negacionismo, Sidney Chalhoub (1957) analisa como a resistência A imunização marca a história das epidemias, da varíola A covid-19. Segundo o pesquisador, é comum que haja um percurso, As vezes longo e tortuoso, cheio de idas e vindas, entre determinada descoberta científica e a aplicação dela para beneficiar a população. Sem a pressão dos movimentos sociais, da imprensa e dos políticos, seria difícil imaginar que o benefício de certos avanços científicos se espraiasse além de setores sociais privilegiados para causar a grande transformação quanto A expectativa de vida que impacta agora a humanidade inteira. Esta edição publica também os textos dos três vencedores da 4ª edição do Concurso de Ensaísmo serrote. Primeiro colocado, o poeta Rodrigo Lobo Damasceno (1985), nascido em Feira de Santana (BA), assina o ensaio Boi morto, boi morto, boi morto. O autor parte das esculturas em couro, metal e madeira do artista Juraci Dórea, expostas no sertão baiano, para analisar as contradições da modernização brasileira. Atualmente a obra de Juraci pode ser vista na 34ª Bienal de São Paulo, em cartaz no Pavilhão Ciccillo Matarazzo, no Parque Ibirapuera. O artista Vinícius da Silva (2000), de Nova Iguaçu (RJ), ficou em segundo lugar com o texto Barricadas para o fim do mundo, no qual recorre a autoras como bell hooks e Jota Mombaça para refletir sobre estratégias para futuros possíveis. Propor um fim para este mundo pode passar, também, por um esforço de cortar o mundo com delicadeza, como nos ensinam as travestis que carregam navalhas em suas bocas, escreve o pesquisador. O paulistano Gabriel Campos (1984) foi o terceiro colocado com o ensaio Saudades de João Antônio. No texto, reflete sobre o legado do escritor paulistano, conhecido por suas representações dos operários e da vida boêmia da cidade, e o aproxima da literatura produzida hoje por autores das periferias. Outro destaque é o ensaio da antropóloga Aparecida Vilaça (1958), no qual ela retoma a trajetória de Karapiru, indígena do povo Awá-Guajá. Em 1978, Karapiru perdeu sua família, fuzilada em um massacre no Maranhão. Após a tragédia, perambulou por dez anos, completamente sozinho, até ser encontrado na Bahia. Reconduzido ao território de sua etnia, viveu entre eles por mais 30 anos até falecer de covid-19, neste ano. Sua trajetória reflete a história dos povos originários no Brasil, marcada pela constante violência. A revista traz ainda o texto Buraco negro, da escritora Namwali Serpell (1980). A autora, que nasceu na Zâmbia e atualmente vive nos EUA, reflete sobre as representações das vaginas das mulheres negras, dos tratados racistas do século XIX ao TikTok. A boceta preta é o nosso centro ausente. Está em toda parte e em lugar nenhum [...] Em vez de maldizê-la e renegá-la, nós deveríamos estar nos perguntando: como mantê-la livre? O racismo é abordado também no ensaio de Acauam Oira (1981), professor da Universidade de Pernambuco. O pesquisador apresenta um contraponto A visão recorrente de que os negros norte-americanos se revoltariam mais do que os brasileiros. Ao submeter o problema da violência racial a uma equação na qual está indicada a aparente passividade dos negros brasileiros diante do próprio horror, naturalmente se desloca (quando não se absolve por completo) a passividade afinada com o poder daqueles que se beneficiam com a barbárie, permitindo que assumam uma mal disfarçada posição de superioridade moral, como se no fundo desejassem aquilo que interromperia seu circuito de vantagens sociais – isto é, o fim do racismo. A serrote #39 publica uma análise do antropólogo Rodrigo Toniol (1988) sobre o processo de apropriação de signos do judaísmo pela extrema direita brasileira. Para entender o fenômeno, segundo o pesquisador, é preciso destrinchá-lo a partir de quatro elementos: raça, salvação, nação e política. Unindo esses fatores, o autor aponta como o judaísmo se tornou um elemento-chave de mediação estética do novo conservadorismo no Brasil. Em A brasilianização do mundo, o pesquisador Alex Hochuli (1985) defende que, em um futuro próximo, outros países reproduzirão a realidade nacional, marcada pela desigualdade social e precariedade do trabalho. O Brasil encontra-se empacado – preso em uma flutuação perene entre a esperança e a frustração. E agora ser moderno, mas não moderno o bastante, parece ser o destino de uma parcela grande do mundo: WhatsApp e favelas, e-commerce e esgoto a céu aberto. Este número traz também o texto O lugar das musas, no qual o arquiteto Guilherme Wisnik (1972) reflete sobre a produção de três ícones da música nacional: Gilberto Gil, Caetano Veloso e Chico Buarque. Wisnik identifica como a figura mitológica da musa aparece no cancioneiro dos três compositores, seja como parceira, amante ou mãe. Helen Hester (1983), professora da University of West London, assina um ensaio sobre o conceito de xenofeminismo, movimento que associa tecnologia e ativismo em busca de uma política de gênero radical. Na seção Alfabeto serrote, Ryan Mitchell, professor assistente de direito na Universidade Chinesa de Hong Kong, analisa o termo lavagem cerebral. O autor identifica que a expressão, popularizada no Ocidente a partir de meados do século XX, teve origem na China no século XIX. Inicialmente associado ao exercício de despir-se dos preconceitos em direção ao racionalismo, o conceito foi reapropriado no contexto da Guerra Fria, ganhando um novo significado. O ensaio visual desta edição traz uma série do artista Sidney Amaral (1973-2017). Os textos da serrote #39 também são ilustrados por obras de Juraci Dórea, Flora Rebollo, Fabrizio Lenci, Gê Viana, Kobi Assaf, Moisés Patrício, Tschabalala Self, Valeska Soares, ORLAN e Marina Camargo.

Livro recomendado para literatura, leitura, conhecimento, educação, aprendizado, cultura e desenvolvimento pessoal.

Título que se destaca pela riqueza de informações apresentadas.

Autor Pires, Paulo Roberto Freitas, Guilherm
Editora Ims Editora
Idioma Portugues
ISBN 9788560168859
Páginas 224
Ano de publicação 2021
Tipo de capa Brochura
Peso 0,71 kg
Dimensões 16 x 23 cm
Formato Impressão
Categoria Ficção
Código do Produto 109691

Ainda não há avaliações para este produto.

Seja o primeiro a avaliar e ajude outros leitores!

Avaliação do produto

0.0
Baseado em 0 avaliações
5
0
4
0
3
0
2
0
1
0

WhatsApp