Siringe
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Siringe
Sousa, Pollyana
O termo siringe, que dá título ao livro, faz referência ao órgão vocal das aves. Assim, a poesia de Pollyana se apresenta, como um canto necessário. Sem exageros, seus poemas conhecem os caminhos da concisão e do jogo sonoro com as palavras; manejam o cotidiano e a língua com lirismo melopeico. O livro se divide em quatro partes, todas com nomes de pássaros. A primeira, Assum preto, ave de cor preta que canta A noite, já de início traz a tônica do livro: a marca da diáspora, da resistência e da ancestralidade negra em uma sociedade construída com o suor e o canto de seus pássaros torturados e invisibilizados. O canto de resistência e liberdade prossegue nas demais partes: a segunda, Papa capim, ave de canto melodioso; a terceira, Sabiá laranjeira, ave insone que canta de madrugada; e a quarta, Soldadinho do Araripe, ave canora ameaçada de extinção. Fica evidente: para as aves e para a autora, cantar é questão de sobrevivência. Dupla alegria me toma ao ver Siringe vir A público: ter integrado o júri que atribuiu o prêmio A autora e ter o privilégio de assinar esta apresentação que diz pouco, mas sabe que Pollyana Souza chega para cantar â como se diz â em alto e bom som: Poder e voz para as mulheres negras!.
Livro recomendado para literatura, leitura, conhecimento, educação, aprendizado, cultura e desenvolvimento pessoal.
Título que se destaca pela riqueza de informações apresentadas.
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