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Sobre A Supressão Geral Dos Partidos Politicos Seguido De Teixeira Coelho - Partido, Cultura, Futuro

Cód: 9788573215915
Autor: Weil, Simone
Editora: Iluminuras
DISPONIBILIDADE: ENVIO IMEDIATO
Informações técnicas
Páginas 134
ISBN9788573215915
Ano2021
TipoBrochura
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Sobre A Supressao Geral Dos Partidos Politicos Seguido De Teixeira Coelho - Partido, Cultura, Futuro

Weil, Simone

O mal dos partidos políticos salta aos olhos. Os partidos políticos faliram e com eles o sistema de representação que os justificava. Os partidos são uma lepra que surgiu nos meios políticos e espalhou-se pela totalidade do pensamento. A solução é suprimi-los — e não cabe pensar que seja impossível. Essa é a proposta de Simone Weil em dois textos basilares nos quais explora as ideias do coletivo, da pessoa e do impessoal. Em “Partido, cultura, futuro”, Teixeira Coelho extrai as consequências das ideias de Simone Weil para a cultura e para a política cultural e aponta para as possibilidades tecnológicas contemporâneas, e antigas, de pô-las em prática. O motor e a utopia da democracia foi a representação. “No taxation with­out representation”, deixou claro a revolução americana: sem representação, nada de taxação — e nada de todo o resto. A Magna Carta, do século 13, continuava ativa no século 18: a democracia representativa deveria tudo mudar. Hoje, está exangue. Eleições persistem, formalmente livres aqui e ali. Uma vez no poder, porém, os eleitos começam o desmantelamento legal da democracia. Exemplos, por toda parte. O sistema de partidos faliu. As pessoas preocupam-se com eleger o presidente, o governador o prefeito mas quem de fato detém o poder, por décadas intermináveis, são os partidos, que o loteiam, vendem ou alugam a quem der mais. Os partidos, diz Simone Weil, são o mal em estado puro. Os bons sentimentos horrorizam-se: os partidos não são a mola da democracia? O primeiro efeito da opressão bem sucedida é bem esse: leva os oprimidos — os “representados” — a negar a natureza opressiva da dominação. No primeiro de seus dois textos aqui publicados, Simone Weil remove esse complexo. Ela é clara: nada de bom se perde com a supressão dos partidos políticos. No segundo, “A pessoa e o sagrado”, Weil continua incisiva: sagrada é a pessoa — e para que a pessoa exista e sub­sista, o coletivo deve dissolver-se. Partido e co­letivo são os dois vetores centrais do totalitarismo, de qualquer cor ideo­lógica. Reagindo contra os crimes da URSS e da Alemanha nazista, que via de perto, Simone Weil é de uma audácia e atualidade únicas: afasta as ideias recebidas e faz as águas estagnadas da política voltarem a fluir. No posfácio, Teixeira Coelho desdobra as consequências, para a cultura, da insistência na ascendência do partido sobre a pessoa, o conceito mais nobre do vocabulário político. E conduz a reflexão rumo ao cenário das novas culturas computacionais. Toda ino­vação técnica deixa a sociedade no fio da navalha: agora, de um lado está nada menos que o risco existencial de outro, a chance de mudar tudo. É uma questão de escolha — por enquanto. E de vontade política.

Livro recomendado para literatura, leitura, conhecimento, educação, aprendizado, cultura e desenvolvimento pessoal.

Conteúdo elaborado para agregar valor ao desenvolvimento pessoal.

Autor Weil, Simone
Editora Iluminuras
Idioma Portugues
ISBN 9788573215915
Páginas 134
Ano de publicação 2021
Tipo de capa Brochura
Peso 450 g
Dimensões 16 x 23 cm
Formato Impressão
Código do Produto 159139

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