João
Joao
Rodrigues, Ronie
"João" pode ser considerado um romance, uma obra epistolar e um objeto de arte, ainda assim nenhuma dessas definições seria capaz de encerrá-lo, pois João é antes de tudo um procedimento. O método envolveu um certo descaso para que o acaso também pudesse operar. Ronie Rodrigues usa como texto de fundo o livro "Harmada", de João Gilberto Noll, e, por meio do procedimento de apagamento, cria algo outro, sem inserir palavra ou sinal algum. Desloca e elimina páginas é preciosista e intrigante na atenção à pontuação. Como se fossem decididas de antemão as restrições para uma escrita performática, o imprevisível não deixa de atuar, de modo que o endereçamento se torna enganoso, os personagens, movediços, porque o procedimento é parte e não apenas seu modo de realização. O que chega às nossas mãos é uma escrita concisa, mas repleta de ranhuras daquilo que não cedeu ao apagamento os resquícios são contratempos em "João". (Lia Duarte Mota)
Livro recomendado para literatura, leitura, conhecimento, educação, aprendizado, cultura e desenvolvimento pessoal.
Livro que combina informação, entretenimento e aprendizado.
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