Terra Sem Giz
Terra Sem Giz
Luciano, Diego Ramirez
Terra sem giz: bem-vindo ao Brasil realO conto enquanto nocauteApós o romance O dilema de Baltazar, este conjunto de contos revela uma nova faceta autoral. Para além da distinção de gêneros, vale o axioma de Cortázar (o conto ganha por nocaute): aqui, a variação de abordagens mantém um mesmo tom humanizado, com ousadias estilísticas bem aproveitadas.Narrador como solução literáriaEm Quando ele descobriu que ela era preta, por exemplo, há uma intrusão metadiegética — lembrando Machado de Assis, Mark Twain e Dom Quixote — que funciona como escudo metafórico contra a descrição crua. A narrativa evita o abismo da indiferença sem recorrer ao panfleto: resolve-se no campo literário, pelo uso do narrador, e não no discurso vazio.Cultura pop e éticaReferências A cultura pop e imersões ocorrem também em situações de desigualdade, identidade e desumanização. Em O troco, O espírito do capitalismo preso na garagem e A festa de quinze anos, o texto transita com naturalidade entre o lírico, o cômico e o crítico, sem abrir mão da escuta.Personagens e o Brasil realOs personagens — inclusive os menores — não são caricatos: gestos, hesitações e falas revelam tensões morais, afetivas e sociais. O livro compõe um retrato parcial, mas significativo, de um Brasil real, sem perder de vista a dimensão ética desse abismo.
Livro recomendado para literatura, leitura, conhecimento, educação, aprendizado, cultura e desenvolvimento pessoal.
Uma obra que desperta interesse e novas perspectivas sobre o tema.
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