Corpo Sutil
Corpo Sutil
Pereira, Daniela H.
Mallarmé entendeu perfeitamente a separação entre texto e o meio, entre a poesia e o livro. Essa compreensão o levou a uma série de experimentos, poemas que ultrapassavam os limites dos versos, mas sem entender que a poesia precisaria de abdicar de seus elementos principais. Para ele, o suporte gráfico deveria ser guiado por uma visão artística e fundir com o poema, da mesma forma que a música ou a performance oral faziam com a poesia tradicional, e não estar submetido ao azar.Mais de um século depois, quando o meio impresso está diante de uma tecnologia que oferece um novo meio, mas os poetas, editores, designers, leitores persistem, procurando conciliar, como fez Mallarmé, lirismo, símbolos, emoções em caminhos feitos de manchas e vazios na página branca do livro. E assim, como fraseou Mark Twain, os rumores de sua morte, continuarão exagerados.
Recomendado para estudos, cultura e crescimento pessoal.
Uma obra marcante que agrega valor ao conhecimento do leitor.
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